Canção do meu exílio

Um céu de Van Gogh

No meio dos meus catorze
Um escola, uma estética, sem prosa
Só poesia e a dor
Gonçalves Dias sem sua Amélia
Tecendo versos sobre Juca
O Pirama
‘Bravo e forte, filho do norte’
Meu pai recitando a epígrafe dos portões de uma universidade qualquer
O exílio do poeta
Vazio pra mim que nunca estive longe de nada
Agora trinta e três
Toca em mim a ” A ILHA” de Bruno Batista
Os tambores da terra ressoam em alguma parte alguma
Então, Eu, exílio voluntário,
“Ah, linda flor
Ah, triste flor ”
Só quem já odiou a ilha
A beira- mar
As escadaria da rua Do Giz
O baré no fim no copo americano
Sabe o terror que é amar de novo
Essa cidade, a ponte, as curvas da Beira-mar e olhar o sol tão perto dos leões
Tocou chorinho outro dia e eu tava lá
Bendita música que me atravessa

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